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Home Outros assuntos Não tem arrego, Mr. Alckmin!
Não tem arrego, Mr. Alckmin! PDF Imprimir E-mail

A cada assembléia mais e mais professores comparecem e o grito de guerra continua sendo o mesmo: "Não tem arrego!".

Professores em greve

Na foto milhares de professores que puderam participar da assembléia na Av. Paulista, SP, nessa sexta-feira, 08/05, e que não constitui-se no total de professores em greve, mas apenas uma pequena parcela que pode viajar até São Paulo para participar dela, votam pela continuidade da greve e entoam juntos o grito de guerra que já viralizou: "Não tem arrego!".

Quando Alckmin diz que não há greve ele está dizendo o quê afinal? Que ele pode decretar que milhares de professores paralisados e reivindicando melhorias significativas para o ensino paulista estão simplesmente "faltando ao trabalho"? Que esses professores não existem? Ou que ele, por se sentir poderoso demais, pode simplesmente desprezá-los, aos seus alunos e as famílias deles?

Mostrei ontem, em outro texto, que já temos cerca de 5 milhões de aulas que precisarão ser repostas. Alckmin quer que os alunos fiquem sem essas aulas de reposição? Pois é isso que aconteceria se hoje todos esses professores concluíssem que estiveram enganados nesses dois meses e "arregassem", voltando ao trabalho humilhados na segunda-feira.

No atual estado catastrófico a que chegamos após dois meses de greve, e por absoluta falta de vontade política do governo em negociar com os professores e apresentar contra-propostas plausíveis, já não é mais possível "encerrar uma greve que não houve" e com isso tirar dos alunos o direito a essas 5 milhões de aulas que desapareceriam do currículo. Será que o Secretário da Educação consegue perceber isso?

A ladainha entoada pelo governador nos últimos dias, que tenta ridicularizar as reivindicações dos professores chamando-as de irreais, acaba tendo um efeito reverso ao ridicularizar a capacidade de negociação do próprio governador, que parece estar apartado da realidade, talvez em uma crise psicótica de negaciosismo (não tem greve, não tem falta de água, não tem epidemia de dengue, etc.).

Já passamos do "ponto de desistência", onde a greve poderia ter terminado sem maiores consequências. No presente momento, a menos que o governo aceite negociar em termos plausíveis, todo o ano letivo estará comprometido.

Não posso acreditar que a população do Estado de São Paulo aceite isso tranquilamente, pois isso afetará de forma catastrófica o ensino já precário que a rede consegue oferecer. Alckmin pode até ter surtado, seu secretário pode realmente ser um banana sem iniciativa própria, como corre à boca pequena, mas será que todos que têm filhos na escola pública paulista também o são?

Já passou da hora do governador parar de agir como uma criança pirracenta e tentar encontrar o que restou do projeto de vida política dele. Governar o estado mais rico da nação não é para qualquer um. Erros infantis cometidos na administração pública podem levar a consequências imprevisíveis. Beto Richa, que massacrou os professores do Paraná, já descobriu isso.

 

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