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News Geral

Em resposta ao "Estadão": baderna jornalística

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Neste sábado próximo passado, 25/04, o jornal "Estadão" publicou um artigo de opinião com o título "A baderna da Apeoesp", onde faz o pior tipo de jornalismo possível para criminalizar um sindicato e toda uma classe profissional. Como o referido jornal não costuma abrir espaço para discussão sobre temas que ele acredita ser o portador da verdade, comento abaixo o artigo e mostro porque esse tipo de jornalismo não contribui para o esclarecimento da sociedade. Ainda que eu não tenha o mesmo poder de penetração do referido jornal na opinião pública, é bom saber que as redes sociais nos permitem atingir um número significativo de pessoas pensantes. Vamos ao texto.

O Estadão começa por dizer que acha lamentável a cena de "violência" que ele atribui exclusivamente aos professores em greve e já adianta que acha que isso é "mais do que um caso de polícia". Evidentemente que, se dependesse do grupo controlador do Estadão, deveria ser um caso de intervenção militar, pois alguns vidros quebrados na Secretaria da Educação é um ato de extrema violência que supera em muito as chacinas diárias em São Paulo, as escolas incendiadas e depredadas ao longo de todo o ano, a criminalidade presente no entorno da Secretaria da Educação (a Cracolândia), etc. Claro está, portanto, que o problema é extremamente grave quando se trata de vidros da porta da Secretaria de Educação. Claro também está que o jornalista que escreveu esse parágrafo introdutório não faz a menor ideia do que seja violência e nem tem conhecimento da violência que os professores sofrem todos os dias, inclusive por obra da Secretaria da Educação.

Não bastasse esse péssimo começo, o jornalista "relembra" que esse episódio é parte de "uma longa série de episódios de truculência" que, segundo o jornal, teve como ápice a "agressão" ao então governador Covas. Covas foi o primeiro tucano a se apossar do governo do Estado de São Paulo e foi reconhecidamente um dos primeiros governadores a iniciar a destruição da educação paulista, enquando doava as rodovias paulistas para os parentes e amigos. Seu legado são os pedágios exortibantes que pagamos até hoje. No episódio a que alude o jornal, um manifestante teria arremessado uma bandeira em direção a covas que, diga-se de passagem, saiu ileso do episódio.

No segundo parágrafo o jornalista pretende fazer gracinha ao apelar por uma analogia entre o prédio da Secretaria de Educação e os castelos mediavais, referindo-se à cena em que alguns manifestantes tentavam forçar a abertura da porta do prédio com uma barra de ferro. Mas podemos ir além com essa analogia e notar que a Secretaria de Educação tornou-se mesmo uma espécie de castelo mediaval, onde um secretário-mor, investido de um poder absoluto, reina soberano e dá bananas para o clamor dos professores. Lembra também, vagamente, a queda da bastilha, que marcou o início de uma série de revoltas que culminou com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Portanto, um ícone da Revolução Francesa. Quiça tivéssemos derrubado essa bastilha tupiniquim e conquistado o direito à educação de qualidade para todos. A Secretaria de Educação de São Paulo bem lembra o atraso, o obscurantismo e a violência a que se refere o jornalista, e suas ações, com ou sem greve, comprovam isso.

No terceiro parágrafo o escriba especula sobre o tamanho do estrago que esses "60 baderneiros, a maioria encapuzados" (número mágico!), mas que mesmo assim o jornalista identifica como professores, teriam feito caso não fossem contidos pela polícia. Num gesto patético de falácia da piedade, o jornalista apela para os "assustados funcionários" da Secretaria, como se fossem contra eles que os professores estivessem investindo com sangue nos olhos e desejos macabros. Enfim, um espetáculo literário que causa pena, dado que esperava-se mais objetividade e menos devaneios do jornalista.

Já no quarto parágrafo o jornalista começa sentenciando que "nada se salva" desse grupo ou do sindicato dos professores. Como assim, excelência? Evoca o comportamento "civilizado" do Secretário Herman, que teve a boa vontade de receber o sindicato para lhe dizer que "nada mudaria na política atual da secretaria" e, por fim, termina enaltecendo a má vontade do governo como uma condescendência nobre para com professores que, segundo o jornalista, já recebem mais do que deveriam, por exemplo. Nesse ponto o jornalista já deixou claro que não está fazendo jornalismo e nem emitindo opinião própria, mas tão somente dando sustentação à fala do próprio governo que, coincidentemente, afirma exatamente a mesma coisa. Mas então porque gastar quatro parágrafos até aqui? Não bastava dizer: leiam o site da Secretaria da Educação, por favor, lá está tudo o que o Estadão tem a dizer.

No quinto parágrafo é que as coisas começam a ficar interessantes, pois o jornalista afirma que o sindicato fez a opção pelo confronto e pelas reivindicações irrealistas. Convenhamos, excelsior jornalista, confrontar significa aqui justamente o que se faz em uma greve, pois que o contrário disso seria continuar nas salas de aula vendo a educação falir por absoluto e acreditar que essa sim deveria ser a realidade. Então, as reivindicações são mesmo irrealistas, pois que pretendem mudar essa realidade que lhe é confortável, meu caro, assim como também o é para o governador e para o Secretário, mas que incomoda muito aos professores e aos milhares de alunos das escolas públicas que têm direito à uma educação de qualidade e, principalmente, a mudarem isso que o Sr. chama de "realidade".

No sexto parágrafo é onde encontramos a grande falácia em que o Estadão e outros veículos "oficiais" de notícias do governo vêm apostando suas fichas: fazer crer que se está reivindicando algo não apenas absurdo, mas também que nem deve ser levado à sério. É bem sabido que a Educação não vem mesmo sendo levada a sério, mas vamos destrinchar um pouco mais essa falácia para mostrar o quanto é preciso levar a sério o investimento em Educação aqui em São Paulo e no resto do Brasil.

Ao afirmar com todas as letras que a reivindicação de 75,33% de aumento nos salários é irreal, o jornalista, por má fé, omite que essa é uma proposta negociável em termos de prazos e não uma imposição absoluta para agora. Ainda que necessária para antes de ontem, essa proposta pode ser negociada em "suaves prestações", mais ou menos no mesmo modelo em que o governo tem anunciado a proposta dele, que apenas repõe, quando muito, perdas devido à inflação. Então, meu caríssmo, irreal é sua conclusão. Pior ainda: irreal é falar em aumento de salários quando o que se está propondo é realinhamento para tornar compatíveis os ganhos dos professores quando comparados aos ganhos de profissionais com formação equivalente!

É obvio que o jornalista deve saber que os professores não ganham nem mesmo o mínimo do que deveriam para "apenas estarem equiparados a outros profissionais com a mesma formação acadêmica", como os jornalistas, por exemplo, que são formados por professores que recebem cerca da metade do salário que eles, jornalistas, receberão ao iniciarem suas carreiras. O que o Estadão está defendendo, por meio de seu articulista, é que seja mantida essa discrepância salarial absurda sob a alegação de que a equiparação é irreal. Porque irreal, meu senhor? O Estadão acredita mesmo que os professores são profissionais de segunda categoria que devem estar mais que satisfeitos em receberem metade do que recebem os demais profissionais? Essa é a visão que o Estadão tem da classe do magistério?

Os três últimos parágrafos, por fim, são pérolas para serem transformadas em contas graciosas de um colar jornalístico digno de uma perua com péssimo gosto. Neles o jornalista lembra que o governo deu reajustes salarias em anos anteriores (Mas como assim? Não deveria ter dado?), menciona com ufanismo o famigerado "bônus", aquele dinheiro distribuído sem nenhuma transparência para uns poucos professores que são alternados ano a ano, e nem mesmo se lembra de que a inclusão desse valor nos salários reais, compondo parte daqueles 75,33%, é justamente uma das reivindicações dos professores. Má fé ou desinteligência jornalística?

O último parágrafo, por fim, resume a hipocrisia e a truculência desse jornal e, por isso, reproduzo-o na íntegra: "É altamente preocupante pensar que o futuro dos alunos da rede pública está entregue a pessoas,­ ressalvadas as exceções,  que cultivam a intolerância e cultuam a baderna". Pois concordamos plenamente com essa frase e lamentamos profundamente que no passado, nós professores, tenhamos produzido jornalistas capazes de causar tanta baderna em um jornal do porte do Estadão e que cultivam a intolerância aos movimentos trabalhistas. Gostaríamos muito de, no futuro, não produzirmos mais pessoas com essa mentalidade doentia e com poder de levar seu ódio à toda uma classe profissional para as páginas de um periódico de grande circulação. Lamentamos por tê-lo produzido, meu caro.

Artigos como esse, do Estadão, não apenas desinformam porque omitem informações importantes, mas também propagam preconceitos odiosos contra uma classe profissional que é venerada em todos os países desenvolvidos do planeta. São peças de marketing político travestidas de opinião que traduzem o que de pior pode haver na liberdade de imprensa: a liberdade de mentir e manipular.

 

Estamos em greve

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O Cantinho do Prof. JC vem a público comunicar que o Prof. JC aderiu ao movimento grevista dos professores do Estado de São Paulo.

 

Nós professores, estando em greve ou não, estamos sempre lutando por uma Educação de melhor qualidade. Há muito tempo estamos insatisfeitos com as políticas educacionais de SP e reivindicamos medidas justas que visam oferecer um ensino de qualidade aos nossos alunos.

Por entender que é preciso que a sociedade compreenda nossa luta e se junte a nós na defesa das crianças que estão no ensino público, estamos mais uma vez em greve, pois essa é única possibilidade que nos resta de tentar sensibilizar a sociedade sobre a importância de uma escola de qualidade.

Abaixo eu listo a pauta de reivindicações que nós professores estamos levando ao governo de São Paulo e que acredito sejam do interesse de todos e não apenas dos professores. Clique no "Leia mais" e veja a pauta de veivindicações, além de algumas sugestões minhas para os meus alunos durante o período que estarei em greve.

Leia mais: Estamos em greve

 

Horários de aula a partir de 23/02

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horrioÀ partir de 23/02/2015 passa a vigorar novos horários de aulas. Você pode consultar e baixar as planilhas de horários nos links fornecidos abaixo.

Consulte sempre a planilha de horários e não se esqueça de trazer os livros didáticos corretos.

 

Horário do período da manhã.
Horário do período da tarde.
Horário do período da noite.

 

   

Ano novo, novos desafios!

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bebezinho

Feliz 2015 para todos!

 

Que seja um ano de muita alegria, saúde e desafios para nos manter ativos.

Enquanto as aulas não recomeçam, aproveitemos para descansar e nos preparar para enfrentar o resto do ano. Recarregar as baterias é fundamental. Aqui vão algumas dicas:

- Vá ao cinema, ao teatro, aos parques, museus, zoológicos e outros locais de visitação;

- Escolha um livro e inicie sua leitura. Não julgue o livro só pela capa; leia pelo menos 1/3 dele antes de concluir se está valendo a pena ou não;

- Navegue na internet para ouvir as músicas e assistir seus clips preferidos no Youtube. Se você gosta de outras coisas além de músicas e clips, experimente pesquisar sobre os filmes, documentários e séries que também estão disponíveis lá;

- Faça algo diferente! Já plantou uma árvore? Você cuida das plantas na sua casa? Já experimentou arrumar seu quarto e jogar fora as coisas velhas, arrumar as novas e redecorá-lo? Há uma infinitade de coisas novas e divertidas que você pode fazer mesmo em sua própria casa;

- Começe a preparar seu material escolar;

- Visite os amigos. Sim, vá a casa deles e convide-os para virem na sua;

- Durma bem, bastante e, de preferência, no horário normal. Não é porque você está em férias que por isso precisa dormir mal, ficar estressado e ainda mais cansado, não é mesmo?

- Coma bem! Experimente fazer você mesmo um prato diferente. Faça um bolo, uma sobremesa, uma receita nova.

Daqui a pouco as aulas recomeçarão e vamos desejar rapidamente a chegada de novas férias. Então aproveite agora que você está em férias e seja feliz!

 

Nos vemos no início das aulas. Até lá!

 

É hora de decidir

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curtiu13

Essa é uma nota de esclarecimento e posicionamento com relação ao segundo turno das eleições de 2014. Esta nota destina-se a todos que visitam meu site, meus blogs e me acompanham nas redes sociais.

Dia 26/10 teremos o segundo turno das eleições 2014. Será hora de decidir o modelo de governo ao qual estaremos sujeitos pelos próximos quatro anos. E quatro anos não é pouca coisa!

Eu já fiz minha opção e, como educador que sou há 33 anos, acho que devo pelo menos justificá-la, dado o clima de disputa acirrada dessas eleições.

Primeiro é bom esclarecer que não tenho nenhuma filiação partidária, isto é, não sou do PT, PSDB, PSB ou qualquer outra agremiação partidária. O voto é para todos e não apenas para os filiados a um partido. Além disso, votar para o PT ou para o PSDB não significa ser partidário de todas as propostas, opiniões e ações daquele partido, não quer dizer que você concorde com tudo que o partido faça e muito menos que depois das eleições você não deva cobrar as mudanças necessárias.

Em segundo lugar, é preciso dizer também que eu conheço muito bem a ideologia e as propostas dos dois partidos que estão disputando essa eleição: PT e PSDB. Eu vivi e senti na pele os governos dos dois, vivenciei os governos de FHC (PSDB) e de Lula e Dilma (PT). Portanto tenho "vivência" suficiente e boa memória para fazer comparações. Além disso, eu gosto de acompanhar a política do país (independentemente de ser também uma obrigação para mim, já que sou educador) e conheço especialmente as questões que dizem respeito à Educação.

Por tudo o que aprendi, vivenciei e lutei, as vezes contra e as vezes à favor, escolhi votar pela continuidade da mudança que vem ocorrendo desde o primeiro governo de Lula e que, a meu ver, significa mais educação, mais saúde, mais inclusão social e mais estabilidade econômica do que o modelo do PSDB. Por isso votarei em Dilma no segundo turno.

Se você vota, faça também sua escolha. Pesquise antes de votar, ouça as pessoas ao seu redor, procure informações na internet e não se prenda só aos noticiários da TV. Seu voto é importante porque é parte de uma decisão conjunta que vai afetar sua vida pelos próximos anos e não vale a pena deixar que outros tomem as decisões por você.

   

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