top
logo
Hoje é segunda, 23 de outubro de 2017.

Publicidade


Home Outros assuntos
News Geral
Repensando o uso das TDIC PDF Imprimir E-mail

tdicOlá pequeninos!

Nesta semana vocês têm uma tarefa extra, não é mesmo? Sim, vocês têm que discutir e sugerir alterações para a proposta de nosso "Manual de uso das TDIC"!

Queremos muito usar cada vez mais as novas tecnologias digitais na escola, mas para isso precisamos estabelecer, nós mesmos, um conjunto de orientações para bem usá-las, e nessa discussão a sua opinião é fundamental! Portanto, baixe a proposta preliminar do manual no link acima, leia e depois discuta com seus colegas de classe no dia e aula que escolherem e negociarem com seus processores. Aliás, os professores já estão sabendo que vocês farão isso e vão lhes dar todo o apoio possível.

Galerinha do 1B, lembrem-se que nessa semana vocês têm uma deliciosa provinha, ok?

Galera dos terceiros anos, olha aí o ENEM! As inscrições já estão abertas e você não deve bobear, combinado?

Boa semana para todos!

 

 

 
Breve análise dos resultados do ano letivo de 2013 PDF Imprimir E-mail

O ano letivo de 2013 não apresentou muitas novidades em relação a 2012, mas vale uma brevíssima análise do ponto de vista da apresentação de resultados globais e das expectativas geradas para 2014.

A análise a seguir pode ser do interesse de todos: pais, professores e alunos; pois trata de temas onde todos envolvidos com a Educação estão inseridos. Para os meus alunos de 2014 essa análise pode ajudar a "indicar rumos" para o estudo e a obtenção de bons resultados.

A análise de resultados baseia-se principalmente na interpretação da avaliação dos alunos em quatro categorias: frequência, atividades, provas e participação. O resultado final (médias bimestrais) reflete o resultado global da composição dessas quatro categorias.

Sobre o resultado dessas quatro categorias foi feito um trabalho estatístico para cada uma das minhas cinco salas (1A, 3A, 3B, 3C e 3D) e gerados gráficos de colunas mostrando a evolução dos resultados por bimestre. Foram excluídos da análise estatística os alunos que não terminaram o ano letivo (para que a comparação entre bimestres fosse possível).

Avaliação da Frequência

A frequência dos alunos é, talvez, o elemento mais importante a ser observado e incentivado, pois dela decorre os demais resultados. Não se pode ensinar ao aluno que não está na sala de aula e nem se espera que ele vá aprender "por conta", isto é, sem orientação, aquilo que deveria estar aprendendo em sala de aula.

Apesar de eu oferecer todo o suporte à distância para o aluno que faltou em alguma aula, a observação (e a mesuração estatística que pode ser comprovada também nessa análise, além de outras já feitas) aponta claramente que os alunos com baixa frequência não conseguem se equiparar aos demais em nenhum item avaliado.

O resultado do acompanhamento da frequência das minhas classes está apresentado no gráfico abaixo.

evoluo_das_frequencias_-_2013

Como fica evidente no gráfico, em nenhuma sala a frequência é ótima e, em alguns bimestres (notadamente no segundo e no terceiro) ela é baixa, ficando as vezes abaixo do mínimo admissível (75%).

Outro ponto importante a ser observado diz respeito ao período letivo. As classes do noturno (3C e 3D) são as que apresentam menor frequência.

Observe-se também que a frequência tende a cair no segundo bimestre e depois se mantém em alta nos bimestres seguintes, sendo sempre maior nos bimestres seguintes e finalizando com a maior taxa no quarto bimestre. Isso permite concluir que:

 

  • A frequência as aulas na escola pública (e, particularmente nas minhas classes) não é um fator influnciado por motivos pedagógicos ou relativos à disciplina de Física, visto que a metodologia empregada e todos os demais fatores pedagógicos relevantes se mantiveram relativamente constantes ao longo do ano. Além disso, esse comportamento estatístico é o mesmo de anos anteriores com diferentes turmas;
  • A frequência as aulas tem que ser continuamente motivada e vai se tornando melhor na medida em que os alunos vão dando conta de sua importância. Por essa razão, incluir a frequência às aulas entre os itens de avaliação que compõem a avaliação global do aluno é uma pratica que tem se mostrado correta ao longo dos anos.
Embora o gráfico refira-se apenas aos alunos que concluíram o ano letivo, levantamentos paralelos sobre o comportamenhto dos alunos desistentes mostram que são aqueles os de menor frequência nos bimestres em que estiveram frequentando a escola.
Análises qualitativas sobre a motivação para as faltas dos alunos mostram que estas se dão preferencialmente em dias letivos próximos a feriados e nas semanas iniciais e finais de cada semestre. Nessas épocas criou-se entre alunos, pais e parte dos professores (desde o Ensino Fundamental), um hábito danoso de se considerar esses dias como "dias perdidos" (sem registro de frequência por muitos professores - apesar de ser uma prática ilegal; sem aulas regulares - isto é, sem "matéria" e; sem estímulo de familiares e professores para que o aluno venha à escola).
Outro mito criado por alunos e tornado factual por alguns professores consiste em crer que quando toda uma sala falta à aula (a chamada "falta coletiva") os alunos ficam todos com presença. Isso não só não é verdade como também deveria ser melhor trabalhado pelas escolas desde o Ensino Fundamental. Toda falta do aluno, mesmo aquela em que ele pode justificar posteriormente com atestado médico, deve ser rigistrada no controle de frequência dos professores, pois nenhum professor pode atestar falsamente a presença de um aluno quando este não está presente, sob pena de assumir o risco legal pelos atos e fatos ocorridos com o aluno durante o período em que o professor atesta sua presença em sala de aula.

Avaliação das atividades

As atividades dos alunos dizem respeito aquelas feitas em sala de aula ou passadas como tarefa para casa e que são passíveis de verificação de execução e entrega, tais como: elaboração de textos, resolução de exercíos, resumos, pesquisas e outros elementos "entregáveis".

Para efeito de registro e avaliação essas atividades são classificadas por mim em "entregues" (nota 10), "atrasadas ou incompletas" (nota 5) ou "não-entregues" (nota zero). Essa avaliação, feita dessa forma, visa estimular o aluno a cultivar práticas responsáveis de estudo e a adquirir autonomia de aprendizagem, além dos efeitos imediatos na aprendizagem dos temas relacionados a elas.

Do ponto de vista qualitativo, o resultado da avaliação das atividades feitas pelos alunos mostra o grau de engajamento dos mesmos nos processos de ensino, bem como a necessidade de desenvolver naqueles com piores resultados, melhores hábitos de estudo e práticas responsáveis.

O gráfico abaixo mostra os resultados de 2013 para o item "Atividades":

evoluo_das_atividades_-_2013

A análise do gráfico deixa claro que os alunos não possuem inicialmente hábitos de estudo adequados e nem comprometimento suficiente com tarefas e responsabilidades, mas que ao longo do ano desenvolvem essas habilidades.

Também é possível concluir disso que a prática contínua do professor em "atribuir tarefas executáveis e entregáveis" e a persistência nessa prática motiva o aluno a mudar sua metodologia de aprendizagem.

Correlações estatísticas feitas em outras análises não descritas aqui mostram, porém, que a "entrega de atividades" não tem uma correção forte com o desempenho do aluno em provas, pois algumas vezes as tarefas, apesar de entregues, não são executadas da forma correta. Há, no entanto, uma correlação mais forte entre as atividades entregues e as mudanças na prática aprendiz do aluno, mostrando que esse procedimento afeta positivamente componentes procedimentais e atitudinais da aprendizagem.

Avaliação das provas

Ainda que provas formais sejam vistas por alguns como "bichos-papões" do ensino, a verdade é que elas são, talvez, o melhor instrumento "massivo" de mensuração da aprendizagem efetiva relativa a conteúdos disciplinares, além de permitirem a avaliação concreta das competências leitora e escritora dos alunos.

Por ser um instrumento complexo que requer competências específicas do professor e demandam um esforço de execução considerável, as provas têm sido, literalmente, abolidas da escola pública (em especial no Ensino Fundamental) e, por causa disso, os alunos que chegam ao ensino médio apresentam grandes dificuldades de adaptação a elas, bem como pouca capacidade de se expressar em linguagem tecnico-formal (além de todos os demais problemas que dizem respeito diretamente à aprendizagem dos conteúdos disciplinares).

Por essas razões (e outras que não discuto aqui), os resultados das avaliações do tipo prova com meus alunos são sempre muito ruins no início do ano e tendem a melhorar no seu decorrer, como pode ser observado no gráfico abaixo:

evoluo_das_notas_de_provas_-_2013

É notável que o comportamento das notas de provas evolua de maneira semelhante não apenas entre classes, mas também ao longo dos anos e, que após três bimestres apenas, já se tenha alunos com competência satisfatória para a realização das mesmas. É por essa razão que a avaliação global leva em consideração outros fatores, além das provas, na mensuração final da aprendizagem, pois a própria prova já é um elemento de aprendizagem do aluno.

Também vale ressaltar que as provas aplicadas aos meus alunos são analítico-expositivas (onde eles têm que se expressar de maneira escrita), permitem e requerem criatividade e autenticidade nas resoluções e, embora os alunos possam dispor de mecanismos de consulta (que incluem até mesmo o Google), eles devem executá-las individualmente (isto é, as respostas devem ser autênticas).

Avaliação da participação global do aluno

A avaliação da participação global do aluno consiste na mensuração objetiva (não subjetiva, portanto) de seu empenho, engajamento e evolução nos itens de avaliação "frequência", "atividades" e "provas" sendo, dessa forma, um fator de ponderação que visa normalizar a avaliação desses itens, evitando que um deles contribua em demasia nos resultados finais da avaliação global.

A avaliação da participação estimula o aluno a se destacar nos demais itens de avaliação e dá uma medida do seu engajamento global, permitindo a ele refletir melhor sobre sua prática como aluno a fim replanejar suas ações futuras. Para mim, como professor, ela reflete o grau de engajamento do aluno no processo de ensino e aprendizagem.

É importante frisar que, apesar do nome "participação", essa avaliação não inclui elementos subjetivos relativos a "comportamento social", "simpatia ou antipatia" ou impressões pessoais. Essa avaliação é feita de maneira automatizada (em planilha eletrônica que coleta dados estatísticos de outras planilhas: frequência, atividades e provas).

O gráfico abaixo mostra os resultados de 2013 e nos permite algumas conclusões:

evoluo_da_participao_-_2013

Comparando esse gráfico com os anteriores podemos notar que ele "se pareçe" com os demais, pois reflete um comportamento conjunto de dados. Do ponto de vista da avaliação individual a nota da participação do aluno serve para reforçar comportamento positivos (como não faltar, entregar tarefas e se dedicar a execução das provas) e permite normalizar a nota final (média bimestral), como veremos a seguir na análise das médias finais bimestrais.

Avaliação bimestral

A avaliação bimestral é o resultado final da avaliação global desenvolvida de forma contínua ao longo de todo o bimestre e resume-se em um número entregue para a secretaria para fins de registro de avaliação, não possuindo, portanto, nenhum elemento específico que permita análises individuais ou de ítens de avaliação em particular. A avaliação "real" se dá sobre cada momento de cada aluno ao longo de todo o processo de ensino e aprendizagem e estende-se pelo ano todo.

Os resultados finais, no entanto, dada a sistemática de avaliação global empregada, refletem os resultados das avaliações dos quatro itens discutidos anteriormente, como era de se esperar em um processo de avaliação coerente.

Cabe também frisar que a avaliação bimestral é automatizada e computada a partir dos resultados da avaliação de frequência, atividades, provas e participação, de maneira que, em momento algum, participa da avaliação a "opinião do professor" ou elementos subjetivos relativos a comportamento, simpatia, etc.

Abaixo vemos o gráfico que mostra a evolução das avaliações bimestrais ao longo de 2013:

evoluo_das_mdias_bimestrais_-_2013

Esse gráfico ratifica o comportamento estatístico dos quatro itens que compõem a sistemática de avaliação global empregada e mostra, com certa clareza, que os alunos de fato "aprendem" ao longo do ano, não apenas conteúdos, mas também aprendem a aprender. A melhora de resultados de forma progressiva, com variações e exeções que podem ser mais bem compreendidas a partir de outras análises mais particularizadas, mostra que é possível "melhorar a qualidade da aprendizagem" e, portanto, os resultados individuais dos alunos ao longo do tempo.

 

(*) Todo o detalhamento dos itens e critérios de avaliação, bem como todos os dados uitilizados para gerar esses gráficos, estão disponíveis no site.

 

 

 
Boas festas e um excelente 2014. PDF Imprimir E-mail
carto2013
 
Será que a Física é mesmo "chata, boba e feia"? #Educação #Física PDF Imprimir E-mail

queixo_cado

Meus baixinhos vivem me surpreendendo, mas dessa vez eles passaram dos limites!

Na penúltima prova do ano eu propus para os terceiros anos do Ensino Médio, dentre as demais questões, uma em que os alunos deveriam me dizer em que medida o curso de Física mudou suas vidas, suas ideias e sua maneira de ver o mundo durante os três anos do Ensino Médio.

Na verdade era uma questão "livre e aberta" e o aluno poderia responder como lhe conviesse, não havendo nenhum "gabarito" para conferir as respostas.

Porém, ao ler o que os pequeninos escreveram, confesso que fiquei de "queixo caído". Eu realmente não contava com uma enxurrada de respostas como essa que copio abaixo.

"Minhas ideias mudaram com a Física. A gente aprende a ver o mundo de uma outra forma, sabendo que em tudo que existe, há Física. Que na nossa casa, nossos aparelhos envolvem Física, e nem sabíamos disso. A gente começa a ver uma tomada, por exemplo, de uma maneira diferente, como se ela não fosse apenas uma tomada, como se fosse um livro que pode ser estudado. A Física nos possibilita fazer descobertas".

Assim como essa, tenho mais de 100 outras respostas incríveis e deliciosamente motivadoras que continuarão alimentando minha crença na Educação e minha esperança no ser humano. Quando tiver tempo farei um "mural" com essas "mais de uma centena de estrelas" que me ajudam a iluminar a longa jornada de lutas por uma escola decente para meus alunos.

E é nessa hora que me convenço, cada vez mais e mais, que nenhum des-governo, nenhum político corrupto, nenhum ministro ou secretário inépto, nenhuma burocracia burra ou sistema falido de gestão do ensino público poderá deter a mim e a meus alunos. Sim, nós sempre venceremos no final!
 
ENEM (Exame Nacional Esdrúxulo e Malfeito) PDF Imprimir E-mail

Quando o ENEM se torna apenas uma porcaria de vestibular mal feito... #ENEM #Educação

enem2013

Com muita tristeza acabo de verificar as questões de Física do ENEM (Exame Nacional Esdrúxulo e Malfeito). Tristeza porque me recordo muito bem de sua origem, seu propósito e da preocupação que havia inicialmente em se elaborar uma prova razoável, baseada em uma matriz voltada a avaliação de habilidades e competências gerais e, factível para alunos das escolas públicas - as quais se pretendia avaliar e indicar rumos a partir dele. Mas essa filosofia está definitivamente sepultada com essa última prova e a constatação de que o ENEM se tornou apenas mais um vestibular vagabundo.

No que se refere a prova de Física, o ENEM se parece muito com os exames vestibulares ruins de 20 anos atrás, onde a decoreba e a capacidade de escapar das pegadinhas era marca registrada. Some-se a isso o agravante de que as questões se apresentam agora com enunciados muitas vezes duvidosos (e errados mesmo) e com uma contextualização forçada que beira o charlatanismo. Parece todas as "lições" apresentadas nos PCNEM (Parâmetros Curriculares Nacinais para o Ensino Médio) são desconhecidas ou ignoradas no ENEM atual.

Para uma prova (de Física) que pretendia avaliar o conhecimento de leis, princípios e aplicações dos mesmos a situações cotidianas, onde a capacidade de lidar com problemas realistas e de manipular conceitos sem decoreba ou masturbação matemática era seu objetivo principal, temos agora um monstrengo de 90 questões (15 de Física) onde o aluno deve ser capaz de adivinhar a intenção de quem formulou mal a questão e criou uma contextualização artificial, recorrer a memória para encontrar fórmulas (sim, precisa ser bom de decoreba!), escapar de pegadinhas e, ainda por cima, deve ter uma boa habilidade de operar contas horrendas na base da caneta e do rascunho. E tem que fazer tudo isso em tempo recorde, sob pressão e sujeito ao cansaço de uma prova imensamente longa e feita em ambientes geralmente desconfortáveis (para não dizer insalubres).

Se alguém chegou a pensar que o ENEM acabaria desbancando os cursinhos - tidos como fábricas de profissionais de escapada de pegadinhas, decoradores habilidosos com trucagens musicais etc. e tal, e preparados para suportar provas de vestibulares cruéis - enganou-se redondamente. Daqui para frente, mais do que nunca, será preciso frequentar cursinhos que ensinem decoreba, treinem a resolução de problemas artificiais e como escapar de pegadinhas. Claro, também é importante ensinar para os vestibulandos do ano que vem "como interpretar questões mal elaboradas".

Com o "novo ENEM" ganham todas as faculdades particulares que não precisam mais investir dinheiro produzindo seu próprio vestibular ruim, pois o governo agora faz isso para elas com o dinheiro público. Ganham os cursinhos que treinam "para fazer provas ruins de vestibulares ruins". E, mais uma vez, perde a Educação e a escola pública - esta que definitivamente foi excluída da possibilidade de ter um instrumento de avaliação externa capaz de lhe apontar rumos.


 
« InícioAnterior12345678910PróximoFim »

Página 3 de 14

bottom

Usando o CMS Joomla!Joomla! com o tema "Colorful World" adaptado por Prof. JC. XHTMLXHTML e CSSCSS válidos.